O estranho é ter tanta coisa pra contar e nunca lembrar de escrever...
terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Essas crianças
Não tem nada melhor do que conversa de criança para a gente dar boas risadas. Claro que na hora a coisa não é tão engraçada assim, mas depois que o tempo passa, a melhor coisa é compartilhar com os amigos as pérolas dos filhos.
Hoje no trabalho foi dia dessa conversa. Os meninos mais faladores são os campeões de situações e passagens inusitadas. Cada uma mais divertida que a outra. Com aquela saudade da coluna “Criança diz cada uma”, do Pedro Bloch, resolvi dividir as conversas.
Pedrinho estava saindo da natação com a mãe contando todas as aventuras do dia na piscina no que vê um homem tirando a perna mecânica para entrar na piscina. Sem pensar duas vezes, puxa a mãe pelo braço e mostra:
- Olha mãe! Um robô!
Julinho tinha acabado de sair da aula de ginástica olímpica e, como sempre, acompanhava a mãe até o vestiário feminino para pegar a mochila nos armários. Enquanto ela abria a porta, uma outra mulher se aproxima enrolada na toalha.
Sem ligar para o pequenino que estava por perto, a tal senhora abriu a toalha para se enxugar.
Antes de qualquer outra ação, Julinho arregalou os olhos e disse interessado:
- Eita, mãe! O dela é vermelho!
E, para piorar, foi conferir a veracidade do fato com as mãozinhas.
A mãe de Marcinha estava com ela no banheiro. Por algum motivo estava agoniada, quando a menina perguntou, ela respondeu que tinha perdido a prótese dentária que estava usando enquanto tratava dos dentes.
A busca ficava cada vez mais séria e as outras pessoas que entravam no banheiro perguntavam se poderiam ajudar a procurar alguma coisa, mas a mãe, com vergonha, dizia que não era nada.
Lá pela terceira negativa, sem entender muita coisa, a menina resolveu acabar com a agonia da mãe:
- Ah, ela perdeu sim! Um dente!
Paulinha era a rainha da conversa com gente desconhecida. Estava jantando com a mãe e a avó em um restaurante especializado em caldos quando começou um papo muito animado com a mesa de trás.
Depois de um tempo, viu que o homem e a mulher se beijaram e não se segurou:
- Vocês são namorados?
- Somos!
- Mas ela é quase sua mãe!
Zequinha estava matando a saudade da tia que não via há muito tempo. Enquanto os dois estavam abraçados, com toda doçura ele disse:
- Tia, sabe aquele filme que tem uma mulher gordona e o cara “vê ela” bem magrinha?
- Sei sim.
- Você é assim para mim também!
Carlinhos estava morrendo de fome e queria muito tomar logo o seu leitinho de antes de dormir. Com a barriga roncando e o mau-humor aumentando ele pediu pela sétima vez:
- Pai, me dá meu leite!
- Peraí, Carlinhos, tem que esperar ferver.
- Mas eu estou com fome!
- Eu sei, filho, mas tem que esperar ferver.
- Por que?
- Porque é assim que a gente mata os bichinhos do leite
- E eu vou beber isso com um monte de coisa morta dentro?
sábado, 4 de abril de 2009
Presta uma atenção
Julinho era bem observador e de vez em quando dava uma pausa em toda a sua correria e brincadeira para prestar atenção nas coisas do seu cotidiano. Já tinha até desenvolvido um ritual para isso. Tinha uma cara específica e, vez por outra, coçava o queixo como se já fosse adulto e estivesse prestes a descobrir a resposta de todas as perguntas do mundo.
Depois de quase uma hora assim, sentado em uma mesa na praça de alimentação do shopping, ele virou para a mãe que lia uma revista e falou:
- Mãe, acabei de descobrir uma coisa interessante sobre as mulheres.
- É mesmo, filho? E o que foi? - Perguntou a mãe achando graça.
- Antes eu tenho que perguntar uma coisa para você. Assim vou ter mais certeza.
- Pode falar, então.
Ele parou, olhou mais uma duas ou três pessoas passando e disparou:
- Qual é a primeira coisa que você olha em uma mulher?
Apesar de estar esperando a pergunta, a mãe jamais imaginou que seria esta. Com uma cara de quem não está entendendo nada, ela só conseguiu perguntar de volta:
- Como é?
E Julinho, sem entender a dúvida da mãe, completou:
- Ué, mãe! Quando você está andando na rua, no mercado você não cruza com outras pessoas?
- Sim. - Respondeu a mãe entre o constrangimento e o começo da compreensão.
- E não olha para elas?
- Olho.
- Algumas dessas pessoas são mulheres, não são?
- São.
- Então, mãe! Qual é a primeira coisa que você olha quando vê uma mulher.
A mãe de Julinho ainda não tinha captado a essência da pergunta, mas o menino tinha falado de um jeito tão confiante que ela ficou meio tímida de não responder alguma coisa.
- Eu acho que olho para o cabelo.
O menino fez uma cara séria, passou a mão pelo queixo, balançou a cabeça e disse:
- Era o que eu pensava mesmo, então.
A mãe, já curiosa para saber a estranha descoberta, perguntou:
- E o que você descobriu?
- Na verdade, a primeira coisa que uma mulher olha em outra é o sapato. Com certeza! Mas, com o que você disse, elas não gostam de assumir isso.
A mãe deu uma gargalhada e, sem resistir, lascou um beijo na bochecha gordinha de Julhinho.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Uma coisa leva a outra
Hoje estava comentando com uma amiga do trabalho como é absurdo essa galera que ganha muito dinheiro ser afastada do cargo por fraude e aquisição ilegal de dinheiro.
Fatos como este derrubam a minha teoria de que se policiais e juízes fossem muito bem pagos (é o cúmulo um juiz de direito ganhar menos do que um senador, por exemplo) não haveria mais tantos casos de desvio de dinheiro e afins.
Mas a coisa vai muito mais além. O ser humano é muito ganancioso e nunca está satisfeito com o que tem. O roubar ou não roubar acaba sendo uma questão de índole e não de salário.
E por falar em índole, lembrei de outra coisa completamente nada a ver.
Quando era nova apareceu na casa da minha avó um vendedor de panelas tão invocado quanto os seus produtos. Ele não deixava ninguém chamar aquilo que ele vendia de panelas.
- Não é uma panela. É uma "autoclave de índole familiar para cucção científica de alimentos".
terça-feira, 31 de março de 2009
Sobre Dado e Luana
E Carolina Dickemann fala sobre a briga de seu amigo de infância, Dado Dolabella, com a ex-namorada Luana Piovani.
"Enquadraram ele numa lei que é sobre violência doméstica, mas ele não bateu nela dentro de casa."
Essa também doeu!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Dentro de mim
Existe uma coisa que vai e volta dentro de mim
Que parece não conseguir parar jamais
Incomoda, queima, agonia
Maldita azia!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Nova ortografia
Estou sofrendo com essa nova ortografia!
Além de me assustar com o vaga-lume e o gira-sol
E sofrer com o fim dos dois pontinhos antes chamados trema,
Não sei como escrevo a palavra curta-metragem...
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